segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Apagando o fogo
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
O apito inicial
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Festa no Rio
(Leitores do “Elas no Jogo”, o blog não foi abandonado. O deixamos por um tempo, pois estávamos muito atoladas com faculdade e trabalho. Mas, agora que está tudo mais calmo, posso voltar a escrever. E não haveria momento melhor para tal fato...)
Nem os mais otimistas apostariam em um fim de ano como este para os clubes cariocas. Dois campeões e duas escapadas heróicas, em um 2009 histórico para os quatro grandes. Se olharmos um ano atrás, a imagem de decepção da maioria dos torcedores transformou-se em alegria e alívio.
O Vasco talvez tenha tido o resultado mais óbvio. O título da Série B do campeonato brasileiro era uma obrigatoriedade para o Gigante da Colina. Porém, mesmo assim, os torcedores o comemoraram muito, afinal, foi mais uma conquista inédita para o clube. Depois de um fim de 2008 desesperador (quem não se lembra do torcedor que quase se jogou da arquibancada
Falando em campeão, quem merece mesmo os parabéns é o Flamengo. Após 17 anos, o Rubro-Negro carioca conquistou o campeonato brasileiro da Série A. O novo hexa-campeão do Brasil chegou a quase disputar o rebaixamento, mas teve uma reviravolta ao mudar o técnico e a postura da equipe. Andrade chegou para o comando do Fla, sem ser visto como esperança para os torcedores. Porém, o ex-jogador mostrou que não é só técnica nas quatro linhas que ele possui. A excelente visão de jogo proporcionou uma mudança estrutural na equipe da Gávea e uma arrancada espetacular, sendo um dos principais responsáveis pelo título. Além do Brasileiro, o Flamengo ainda conquistou o Carioca, tendo dois títulos no ano. Realmente, quem viu o time no final do ano passado, após perder a vaga para a Taça Libertadores na última rodada, não esperava um 2009 tão promissor.
Entretanto, nenhuma arrancada foi tão surpreendente quanto a do Fluminense. Nunca, na história do futebol brasileiro, um time reverteu uma situação de forma tão impressionante. Quem viu o Tricolor carioca perder do Flamengo na 27ª rodada e empatar com o Corinthians na 28ª, não esperava ver o clube na Série A em 2010. Os matemáticos chegaram a dizer que o Flu tinha 98% de chances de ser rebaixado. O clube precisava de 22 pontos em 30, ou seja, ganhar sete jogos em 10, além de empatar um. Para quem tinha tido, apenas, quatro vitórias em 28 jogos, era considerado impossível o Fluminense não cair. Mas, o milagre aconteceu e, na última rodada, o empate com o Coritiba cravou a permanência na primeira divisão do futebol brasileiro. Mesmo com a perda do título da Copa Sul-Americana, conquistado pela LDU, esse final de ano mostrou que o Fluminense tinha mesmo um “time de guerreiros”.
Um outro grande também escapou do rebaixamento na última rodada. O Botafogo não esteve na zona da degola por tantas rodadas quanto seu rival, mas nunca deixou de estar na parte de baixo da tabela. Um empate seria o suficiente para o Alvinegro cair para a segunda divisão, e o jogo era contra o Palmeiras, na luta pelas primeiras posições. Entretanto, o ano não poderia terminar mal para o Fogão. Em jogo tenso, o
É, leitores, muitos chegaram a dizer que o futebol carioca era precário e não tinha chance de conquistar nada. Talvez os cariocas tenham calado a boca de muita gente, e esse pode até ser o início de uma melhora nessa precariedade tão comentada. A volta das equipes para a verdadeira elite é algo necessário para o futebol do Brasil. Isso não só dentro de campo, como fora também. As torcidas deram show e estiveram presentes em situações boas e ruins de seus times. Flamengo, Vasco e Fluminense ficaram entre os cinco com melhor média de público em todas as séries do campeonato brasileiro. O Rio está, definitivamente, em festa!
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
"Série D" da Copa Sul-Americana
O jogo entre Flamengo e Fluminense, válido pela primeira fase da Copa Sul-Americana, pode ser definido em uma letra: “D”, de decadência. O clássico de ontem foi a segunda partida entre as equipes – a primeira terminou em
O “D” começou logo antes da partida, nas arquibancadas. As duas torcidas, que geralmente dão show, independentemente da fase dos times, “lotaram” o Maracanã... de cadeiras vazias. Com um público presente de apenas 12.278 pessoas, nem parecia um clássico estadual em uma competição internacional.
Renato Gaúcho, que havia escalado os reservas no primeiro jogo, optou pela equipe titular do Fluminense. Do outro lado, o Flamengo de Andrade entrou em campo com o melhor que tinha disponível e sem Adriano. Porém, logo nos primeiros minutos, pôde-se observar que esses melhores estavam longe de ser muito bons. Um Fla x Flu pouco produtivo em um jogo que dava agonia de ver, com erros primários, cobranças mal feitas e muitos passes equivocados. Definitivamente, decadente. Para animar um pouco a partida, ao final da primeira etapa, o tricolor fez um gol. Roni abriu o placar, após pênalti sofrido por Kieza – penalidade essa mal marcada pelo juiz Carlos Chandía, do Chile.
O Flamengo voltou com a obrigação de virar o jogo – de acordo com o regulamento da Copa Sul-Americana, gol fora de casa é critério de desempate. Como a primeira partida tinha como mandante o Fluminense e acabou
Ao final da partida, os poucos presentes nas arquibancadas ainda trocaram provocações. De um lado os tricolores gritaram “eliminado”, do outro os rubro-negros responderam “segunda-divisão” – fazendo referência à posição do adversário no Brasileirão. Com esse resultado, o Flamengo segue sem vencer uma partida de Sul-Americana. Já o Fluminense, pega, na próxima fase, ou o Anzoátegui-VEN ou o Alianza Atlético-PER.
Mas e o “D”, será que vai continuar perseguindo os times no Campeonato Brasileiro?
Por: Carla Araújo
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Futebol Precarioca
Nesta rodada, o Fluminense fez com que sua torcida perdesse de vez a paciência. No sábado, saiu do Maracanã derrotado pela sétima vez consecutiva, com um placar nada singelo: 4x1 para o Goiás. A partida foi marcada por erros básicos, como bolas encontrando atacantes do rival, ao serem rebatidas para a entrada da área. No primeiro tempo, o Flu até foi um pouco melhor e conseguiu anular o time adversário, mas só porque os goianos estavam muito recuados e erravam muitos passes. Ou seja, o time carioca estava melhor, porque o Goiás estava mal. No começo do segundo tempo, Ruy fez uma bela jogada, marcando o gol e dando esperança para os tricolores. Porém, os visitantes não se omitiram e balançaram a rede duas vezes em apenas dois minutos, Ramalho aos 14 e Júlio César aos 16. No Maraca, então, logo começou a ecoar vaias e muitas cobranças dos torcedores. Mas, não adiantou. Empolgado, o time goiano ainda fez mais dois, Felipe aos 26 e Iarley aos 35, selando de vez a crise no Fluminense.
A situação do tricolor é reflexo de seus problemas internos. O clube está afundado em dívidas que não devem ser equacionadas nem tão cedo. Além disso, o Flu e a Unimed não estão se entendendo muito bem. As contratações são mal planejadas, a parte técnica é uma bagunça, só se preocupam com o marketing. O patrocinador gasta uma grana alta, e, mesmo assim, não se vê resultados positivos. Hoje, foi anunciada a contratação de Renato Gaúcho como técnico, de novo. Será que vai adiantar?
O pior não é nem a penúltima colocação, e sim a falta de credibilidade, talento, atitude. Um clube partido por dentro influencia a atuação da equipe em campo. E quem sofre são os torcedores que, se tudo continuar do jeito que está, terão que viver de novo a tristeza do rebaixamento.
O clássico Flamengo e Botafogo, domingo, até foi bastante disputado e teve alguns (talvez dê pra contar apenas com os dedos de uma mão) belos lances. Os dois times realmente buscavam a vitória e tiveram garra, mas não conseguiram fugir do tradicional empate de 2x2. No primeiro tempo, o Botafogo abriu o placar, aos 34 minutos, com um gol de Alessandro. O lance era irregular, mas nem o bandeirinha, nem o árbitro marcaram o impedimento. O Flamengo correu atrás e empatou, aos 40 minutos, com um gol de cabeça de Adriano, após uma cobrança de falta. No segundo tempo, o Bota saiu na frente de novo, com Renato, de cabeça, e tentou segurar o 2x1. Mas, já perto do fim, aos 43 minutos, Emerson deixou tudo igual de novo.
O grande ponto negativo foi a enorme quantidade de passes errados, de ambos. Foram gritantes. Além disso, a zaga rubro-negra não ganhava uma bola pelo alto. Os destaques foram os chutes do botafoguense Juninho. Ele, em todas as cobranças de falta, acertava uma bomba no gol, dificultando a vida do goleiro Bruno. Foi, inclusive, com rebote de uma falta cobrada pelo zagueiro, que o Alessandro fez o primeiro gol do jogo.
Depois de uma partida feia no Maracanã, cada time somou um ponto e o Botafogo passou a ser o 17º colocado da competição, entrando, assim, na zona de rebaixamento. Já o Flamengo se manteve como 10º na tabela.
O futebol carioca sai perdendo. Já tem apenas 3 representantes no campeonato (lembrando que o Vasco está na série B) e pode ver mais um, ou quem sabe até dois, se despedindo este ano. Fora isso, a chance de um time carioca ir para a Libertadores já é pequena, quanto mais ser campeão. É uma pena.