segunda-feira, 29 de março de 2010

O jornalismo dá adeus a um ícone


O Brasil se calou hoje. A segunda-feira amanheceu de luto, pois o jornalismo perdeu uma das figuras mais ilustres da história. Armando Nogueira morreu de câncer no cérebro às 7h de hoje, aos 83 anos. Ele lutava contra o tumor há três anos. O velório foi na Tribuna de Honra do Maracanã. Nada mais justo para um botafoguense que era tão apaixonado pelo futebol e pela seleção brasileira.
Nascido em Xapuri, no Acre, Armando Nogueira era formado em Direito no Rio de Janeiro. Além de comentarista e cronista esportivo, foi diretor da TV Globo e responsável pela implantação do jornalismo em rede nacional. No início da carreira foi redator, colunista e repórter. Atualmente, trabalhava no SportTV, apresentando o programa Papo Com Armando Nogueira, e na Rádio CBN, onde participava do CBN Brasil. Nas horas vagas, praticava voos de ultraleve, outra grande paixão de Nogueira.
Em sua bibliografia constam 10 livros sobre esporte. A mistura do olhar crítico com poesia e arte, fez com que suas frases tornassem-se antológicas. Dentre suas grandes pérolas, a definição que ninguém jamais conseguiu dar ao Rei Pelé: “Pelé é tão perfeito que se não tivesse nascido gente, teria nascido bola.”. É também de sua autoria o apelido de Garrincha: Anjo das Pernas Tortas. Era um admirador da palavra e da boa escrita. Nogueira definitivamente fez escola. Seu jeito irreverente e elegante de escrever atraiu fãs de todas as gerações, ao longo dos seus brilhantes 60 anos de carreira.
É o fim de uma era, pois Nogueira se junta a um time de literários esportivos incomparável. Agora, Nelson Rodrigues, Mário Filho, João Saldanha, Paulo Mendes Campos e Armando Nogueira podem discutir o futebol lá em cima, nos deixando com saudade. “Ele é o mestre de todos nós”, disse Armando Augusto Magalhães Nogueira, o Manduca, filho único do cronista. Além do filho, jornalistas, jogadores, amigos e admiradores deixaram homenagens e frases de um adeus doloroso. E eu, como futura jornalista esportiva, deixo aqui o meu “muito obrigado” ao ilustre e inesquecível professor Armando Nogueira.

“Para entender a alma do brasileiro é preciso surpreendê-lo nos instante de um gol” (Armando Nogueira)

Por: Carla Araújo

segunda-feira, 22 de março de 2010

Giro Esportivo - 21/03/2010


Leitores do Elas no Jogo, vou postar meu Giro Esportivo piloto. Meu primeiro video de analise esportiva, que gravei ontem. Perdoem a péssima qualidade da imagem na hora dos gols, mas é que meu programa de passagem de videos para o computador deu problema. Ah claro, perdoem meu nervosismo e possiveis erros, mas estou aprendendo. Obrigada, gente, e bom divertimento.


Por: Carla Araújo

segunda-feira, 15 de março de 2010

Quem dança por último, dança melhor


O encantador time do Santos só tinha motivos para comemorar. Com a primeira colocação no Campeonato Paulista, a equipe não havia perdido este ano e vinha de uma vitória por 10 a 0, no meio da semana. O excepcional retrospecto veio junto a uma contratação especial: Robinho voltou ao clube que o lançou no futebol. O Santos tem provado que está com tudo para brilhar em 2010.
Porém, nem tudo são flores para o time do técnico Dorival Junior. Ontem, na Vila Belmiro, o Palmeiras apagou esse brilho da equipe santista, em jogo sensacional. Foi 4 a 3 o resultado final de um espetáculo que parecia ter como protagonistas os jovens santistas - a idade média é de, aproximadamente, 24 anos.
Logo aos 10 minutos do primeiro tempo, o Santos abriu o placar na Vila. Pará tentou chute cruzado e, com categoria, tirou as chances do goleiro Marcos. Na comemoração, a famosa dancinha dos jogadores. Neymar fez o segundo tento para os donos da casa, aos 31 da etapa inicial. Para comemorar? Mais dancinha, comandada por Robinho. Parecia que a vitória do Santos estava bem encaminhada. Bom, parecia...
Apesar de acuado, o Palmeiras conseguiu um gol aos 42, ainda do primeiro tempo, feito por Robert. Os palmeirenses ainda comemoravam quando, dois minutos depois, o mesmo Robert fez belo gol, pós cruzamento de Armero. Para ironizar a comemoração santista, Diego Souza comandou uma dança própria do Palmeiras.
A etapa final começou completamente diferente do início do jogo. Com ótima marcação do time alviverde, aos 12 minutos, Diego Souza fez o terceiro e virou a partida. E tome mais dancinha debochada. Mas, a torcida santista, sem muito acreditar no que acontecia, viu sua equipe empatar aos 35 minutos, com gol do meia Madson. Quando tudo parecia ficar como estava, Robert chutou de longe e fez golaço, aos 42 minutos finais. O jogador se consagrou como o principal artista da inesquecível vitória palmeirense. Logo ele, que vinha sendo intensamento criticado, pode até pedir música no Fantástico.
É, e quem diria? O Santos "encantado", além de perder sua primeira partida do ano, diante de sua torcida, perdeu, também, Neymar, expulso nos minutos finais. Pois é, está comprovado: "Quem dança por último, dança melhor".

Por: Carla Araújo

quarta-feira, 10 de março de 2010

E segue a Liga...


As oitavas de final da Liga dos Campeões preparava duas grandes partidas para hoje. No estádio Old Trafford, na Inglaterra, o Milan precisava vencer, mas a esperança de reverter o resultado do primeiro jogo, parou nos pés de Rooney. O jogador do Manchester United levou, apenas, 13 minutos para frustar os planos do time italiano. Para completar a festa inglesa, o próprio Rooney, Park e Fletcher completaram a goleada no segundo tempo: 4 a 0.
Podendo perder por até um gol de diferença, o Manchester, que já havia vencido a partida de ida por 3 a 2, na Itália, ofuscou o brilho de Ronaldinho Gaúcho. Aliás, não só do meia-atacante brasileiro, mas de todo o Milan. A partir da etapa final, o time italiano praticamente não produziu. Mesmo com a tentativa ousada de tirar o defensor Bonera para lançar o meia Seedorf, o técnico Leonardo viu Rooney fazer seu segundo gol com um minuto. O terceiro veio aos 14 - com assistência do jovem lateral brasileiro Rafael - e o quarto aos 43 do segundo tempo. O Milan jogou sem Pato e com rápida atuação de Beckham, que, de maneira emocionante, foi intensamente aplaudido pela torcida adversária. Ronaldinho, que precisava mais do que nunca de uma atuação exemplar, para convencer Dunga a convocá-lo para a seleção, viu seu time ser eliminado da Liga.
Em outro jogo desta quarta-feira, o Lyon eliminou o Real Madrid com o empate de 1 a 1, no Santiago Bernabéu, em Madri. A equipe francesa havia vencido, em casa, por 1 a 0. Com atuação fraca do time espanhol, até Kaká foi vaiado pela torcida, e, inclusive, substituído no segundo tempo. Apesar de fechar a etapa inicial com 1 a 0 no placar, o Real não soube aproveitar as poucas chances e sua vantagem.
Aos cinco minutos, Cristiano Ronaldo abriu o placar, com bela jogada individual. Na segunda etapa, não querendo levar a decisão para a prorrogação, o Real continuou uma pressão ja iniciada no tempo anterior. Porém, a equipe começou a sumir na partida, deixando o Lyon crescer. Dessa maneira, a defesa espanhola viu o ataque francês empatar aos 30 minutos da etapa final. Pela sexta vez seguida, o Real é eliminado nas oitavas da Liga, logo essa que teria a final disputada no Bernabéu. Ao término do jogo, o meia Guti, do time de Madri, desabafou "Todas as eliminações foram duras, mas essa foi demais".

Por: Carla Araújo

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Parar com a paradinha?


Fazer ou não fazer? Eis a questão. A famosa paradinha no pênalti é um assunto polêmico e antigo, mas que cada vez ganha mais força nos papos de botequim. Porém, o tema não é apenas debatido nas mesas dos bares. A Fifa decide, em março, se o artifício, utilizado por muitos jogadores, será permitido ou não em partidas oficiais.
A primeira paradinha reconhecida foi feita por Pelé. O Rei dos nossos gramados se utilizou dela para confundir o goleiro. Entretanto, o jogador não demorava para fazer a cobrança em dois tempos. O exagero da parada, atualmente, é o que faz a discussão tomar grandes proporções. As opiniões são diversas em relação ao assunto. Os que defendem, dizem não ver problema, pois a penalidade é um lance como outro qualquer e a paradinha não constitui uma atitude anti desportiva. Já os que são contra, argumentam que o goleiro é desfavorecido e é constatada uma infração e um desrespeito por parte do batedor.
O maior problema é que as paradinhas estão se tornando uma rotina nas partidas. Cada vez mais jogadores utilizam-na, e com maior intensidade. Praticamente todo jogo tem paradinha. Não importa se é penalidade durante ou após os 90 minutos. Certos jogadores, inclusive, já ficaram marcados por fazerem uso da mesma. É o caso de Fred, atacante do Fluminense. Ele ficou tão lembrado que ontem, no jogo contra o Confiança, em Aracaju - partida válida pela primeira rodada da Copa do Brasil -, perdeu a cobrança de pênalti. Após fazer a paradinha, e o goleiro Pantera não se mexer, Fred ficou sem reação e bateu para fora. Por conta disso, o clube carioca apenas empatou em sua estreia.
A verdade é que se o jogador sabe, por que não bater de uma vez? Por que fazer uma, duas, três paradas? Uma vez ainda vai lá, mas todo jogo? Até que ponto isso é favorável? Por outro lado, por que não fazer? Alguns definem o artifício como uma finta, e dizem que só faz quem tem personalidade.
Uma coisa é certa, o goleiro é o maior prejudicado quando um pênalti é convertido após uma paradinha do adversário. Injusto é, temos que concordar. Mas daí a ser correto ou não, é uma grande discussão que só vai ter fim quando uma autoridade bater o martelo e definir. Só esperamos que as paradinhas não virem paradonas e passem a retardar os jogos.

Por: Carla Araújo

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Apagando o fogo


Nem o vascaíno mais otimista esperava um resultado tão surpreendente no clássico de ontem, entre Botafogo e Vasco. Um, dois, três, quatro, cinco... Seis. 6 a 0 para o time da colina. Com chuva forte e campo ruim, os visitantes criaram uma noite para qualquer botafoguense querer esquecer. A estreia mais esperada era a de El Loco Abreu, pelo Botafogo. Mas, o discreto atacante uruguaio viu um brasileiro brilhar pelo outro lado.
"Traidor" e "mercenário", era o que gritava a torcida alvinegra no início da partida. As palavras eram para certo ex-jogador do clube, que atualmente joga pelo Vasco da Gama. Porém, como o futebol é cheio de surpresas, adivinha quem calou a boca dos botafoguenses? O próprio: Dodô, que não se incomodou com as vaias e fez logo três gols no primeiro tempo. Para completar a festa vascaína, na segunda etapa, Leo Gago fez um e Phillipe Coutinho fez dois.
O baixo público de 25.052 presentes, no estádio João Havelange, viu um Botafogo apático e nervoso. O técnico Estevam Soares disse, ao final da partida, que "não podíamos esperar elogios". E não tiveram. A falta de jogadas e a grande dificuldade em chegar ao campo adversário, levaram os torcedores alvinegros a gritarem "burro" para o treinador. Apesar da derrota vergonhosa, a diretoria afirmou que Estevam permanece no cargo, mas que mudanças terão que ser feitas no time.
Além da goleada e dos xingamentos, o meia alvinegro Eduardo foi expulso ainda aos 14 minutos do primeiro tempo. Nas arquibancadas, um fato curioso marcou a partida deste domingo. Um torcedor desesperado colocou fogo na camisa do Botafogo, como protesto. O único jogador que teve o nome gritado pela torcida foi o atacante Herrera.
Por outro lado, o time de São Januário é só alegria. A volta de Dodô aos gramados, o brilho da jóia chamada Phillipe Coutinho e a bela troca de passes sempre pelos pés de Carlos Alberto. A equipe do Vasco esteve perfeita no jogo e, literalmente, humilhou o Botafogo. O Engenhão era preto e branco na noite de 24 de janeiro de 2010, mas não era botafoguense não...

Por: Carla Araújo

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O apito inicial


Antes de qualquer coisa, preciso admitir que sou uma pessoa muito feliz neste momento. Esse periodo de pausa do futebol profissional brasileiro sempre me deixa agoniada. Mas, vamos rolar a bola e começar mais um ano...
O Campeonato Carioca 2010 teve início nesse fim de semana. Para alívio das maiores torcidas do Rio, os quatro grandes venceram. No sábado, Botafogo e Vasco voltaram aos gramdos e no domingo foi a vez de Flamengo e Fluminense. Os dois primeiros estão no grupo B e os dois últimos fazem parte do grupo A. Nesta primeira fase da competição, a Taça Guanabara, as equipes jogam contra adversários do mesmo grupo.
O primeiro a estrear foi o Vasco. Porém, o time da colina jogou para o gasto, não empolgando a torcida. O magro 1 a 0 contra o Tigres, em São Januário, mostrou que a equipe ainda não está entrosada. Os visitantes foram melhores em boa parte do jogo e tiveram, inclusive, dois gols anulados. Além da discreta atuação, a quantidade de cartões foi um exagero, preocupando a comissão técnica vascaína: nove amarelos e um vermelho. O gol foi do lateral-direito Fágner e a expulsão foi de Rodrigo Pimpão.
O Botafogo teve sua primeira partida oficial do ano contra o Macaé. Os estreantes mostraram porque foram contratados para a temporada de 2010. Herrera e Marcelo Cordeiro marcaram dois dos três gols da vitória alvinegra. Lúcio Flávio marcou o terceiro. Pelo Macaé, André e Fernandão balançaram a rede. O cansaço foi o principal adversário do Bota na partida fora de casa. Apesar dos alvinegros saírem na frente, os donos da casa conseguiram a virada. Porém, ainda no primeiro tempo, o Botafogo virou, novamente, e cravou a vitória.
No Maracanã, o Flamengo, sem Vagner Love e Adriano, conseguiu uma suada vitória sobre o Duque de Caxias. Na volta de Obina, o rubro-negro, que irritou a torcida em parte do primeiro tempo, precisou mudar de postura para vencer os visitantes por 3 a 2. A equipe da Gávea não lembrou em nada aquela que foi campeã brasileira ano passado. O Duque saiu na frente, mas o Fla virou na segunda etapa. Pelos donos da casa, Kleberson, Fierro e o estreante Fernando marcaram. Já pelos visitantes, Maurinho e John mexeram no placar.
O time que mais empolgou na estreia foi o Fluminense. O tricolor provou que não quer ser, apenas, um time de guerreiros, mas um time vencedor. Fora de casa, bateu o Americano por 3 a 0. Com show particular de Conca, a equipe estava entrosada, com ótimo condicionamento físico e bela troca de passes. Assim como os rivais, o Fluminense também teve gols de estreantes: Everton e Julio Cesar. Maicon também marcou e fez a alegria dos torcedores.
Os outros resultados da primeira rodada da TG foram: Bangu 0 x 3 Boavista, Olaria 2 x 2 Volta Redonda, Madureira 2 x 1 América e Friburguense 0 x 0 Resende.

Por: Carla Araújo

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Festa no Rio

(Leitores do “Elas no Jogo”, o blog não foi abandonado. O deixamos por um tempo, pois estávamos muito atoladas com faculdade e trabalho. Mas, agora que está tudo mais calmo, posso voltar a escrever. E não haveria momento melhor para tal fato...)


Nem os mais otimistas apostariam em um fim de ano como este para os clubes cariocas. Dois campeões e duas escapadas heróicas, em um 2009 histórico para os quatro grandes. Se olharmos um ano atrás, a imagem de decepção da maioria dos torcedores transformou-se em alegria e alívio.

O Vasco talvez tenha tido o resultado mais óbvio. O título da Série B do campeonato brasileiro era uma obrigatoriedade para o Gigante da Colina. Porém, mesmo assim, os torcedores o comemoraram muito, afinal, foi mais uma conquista inédita para o clube. Depois de um fim de 2008 desesperador (quem não se lembra do torcedor que quase se jogou da arquibancada em São Januário?), o Vasco precisava mesmo de um novo ano, para estabilizar a equipe e trazer melhorias para o clube.

Falando em campeão, quem merece mesmo os parabéns é o Flamengo. Após 17 anos, o Rubro-Negro carioca conquistou o campeonato brasileiro da Série A. O novo hexa-campeão do Brasil chegou a quase disputar o rebaixamento, mas teve uma reviravolta ao mudar o técnico e a postura da equipe. Andrade chegou para o comando do Fla, sem ser visto como esperança para os torcedores. Porém, o ex-jogador mostrou que não é só técnica nas quatro linhas que ele possui. A excelente visão de jogo proporcionou uma mudança estrutural na equipe da Gávea e uma arrancada espetacular, sendo um dos principais responsáveis pelo título. Além do Brasileiro, o Flamengo ainda conquistou o Carioca, tendo dois títulos no ano. Realmente, quem viu o time no final do ano passado, após perder a vaga para a Taça Libertadores na última rodada, não esperava um 2009 tão promissor.

Entretanto, nenhuma arrancada foi tão surpreendente quanto a do Fluminense. Nunca, na história do futebol brasileiro, um time reverteu uma situação de forma tão impressionante. Quem viu o Tricolor carioca perder do Flamengo na 27ª rodada e empatar com o Corinthians na 28ª, não esperava ver o clube na Série A em 2010. Os matemáticos chegaram a dizer que o Flu tinha 98% de chances de ser rebaixado. O clube precisava de 22 pontos em 30, ou seja, ganhar sete jogos em 10, além de empatar um. Para quem tinha tido, apenas, quatro vitórias em 28 jogos, era considerado impossível o Fluminense não cair. Mas, o milagre aconteceu e, na última rodada, o empate com o Coritiba cravou a permanência na primeira divisão do futebol brasileiro. Mesmo com a perda do título da Copa Sul-Americana, conquistado pela LDU, esse final de ano mostrou que o Fluminense tinha mesmo um “time de guerreiros”.

Um outro grande também escapou do rebaixamento na última rodada. O Botafogo não esteve na zona da degola por tantas rodadas quanto seu rival, mas nunca deixou de estar na parte de baixo da tabela. Um empate seria o suficiente para o Alvinegro cair para a segunda divisão, e o jogo era contra o Palmeiras, na luta pelas primeiras posições. Entretanto, o ano não poderia terminar mal para o Fogão. Em jogo tenso, o 2 a 1 foi como um título para os torcedores e jogadores.

É, leitores, muitos chegaram a dizer que o futebol carioca era precário e não tinha chance de conquistar nada. Talvez os cariocas tenham calado a boca de muita gente, e esse pode até ser o início de uma melhora nessa precariedade tão comentada. A volta das equipes para a verdadeira elite é algo necessário para o futebol do Brasil. Isso não só dentro de campo, como fora também. As torcidas deram show e estiveram presentes em situações boas e ruins de seus times. Flamengo, Vasco e Fluminense ficaram entre os cinco com melhor média de público em todas as séries do campeonato brasileiro. O Rio está, definitivamente, em festa!


Por: Carla Araújo


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Acelera, Button! Acelera, Brawn GP!


Pois é, não deu para Rubens Barrichello... A temporada de 2009 da Fórmula 1 ficou mesmo para Jenson Button. O título veio no último domingo, dia 18, em Interlagos, no Brasil. Com a obrigação de fazer boa pontuação, para adiar o possível título de Button, Rubinho chegou, apenas, na oitava colocação, mesmo largando na pole. O inglês foi o quinto, após largar em 14º, e alcançou os pontos necessários para ser campeão, antecipadamente. No GP do Brasil, Mark Webber, da RBR, foi o primeiro, Robert Kubica, da BMW Sauber, o segundo e Lewis Hamilton, da McLaren, o terceiro.
Jenson Button tem 29 anos e é corredor desde os oito. O inglês estreou na Fórmula 1 pela Williams, em 2000. Ainda muito inexperiente, terminou em quinto. Em 2001, correu pela Benetton e terminou em 17º no Mundial de Pilotos. Em 2002, sua equipe passou a se chamar Renault e, nesse ano, Button conquistou a sétima colocação. Nos anos de 2003 e 2004 foi a vez de correr pela BAR. Com 17 pontos, terminou em nono lugar, em 2003. No ano seguinte, teve sua primeira pole, conquistando a terceira posição na temporada. O ano de 2005 foi bastante conturbado para o inglês, com dificuldades no inicio da temporada, ainda na BAR. Além disso, estava com um problema contratual com a Williams (que viria a mudar de nome para Honda). Em 2006, correndo pela Honda, teve sua primeira vitória. Os dois anos seguintes, 2007 e 2008, não foram muito bons para Button, que somou, apenas, nove pontos nas duas temporadas.
Depois de todo esse péssimo retrospecto, quem diria que Jenson Button conquistaria o titulo em 2009? A mudança para a Brawn GP foi realmente boa para o inglês. Falando em Brawn GP, parece que a equipe tem tudo para comemorar neste ano. Além do campeonato de Button, há a grande possibilidade do vice-campeonato ser do segundo piloto, Barrichello. Isso sem contar no Mundial de Construtores, que a equipe já conquistou, não podendo mais ser alcançada.
Parabéns à Brawn GP e a Jenson Button, pela incrível conquista, muito merecida, da temporada da Fórmula 1 deste ano. Agora é torcer para que Rubinho alcance boa pontuação no GP dos Emirados Árabes, dia 1º de novembro. Com os resultados do GP do Brasil, Sebastian Vettel, da RBR, ultrapassou o brasileiro no Mundial de Pilotos. A diferença entre os dois é de, somente, dois pontos, ou seja, “vai que é tua, Rubinho!”.

Por: Carla Araújo

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Rio, eu gosto de você


(Caros leitores do “Elas no jogo”, perdoem o abandono do blog. Estas últimas semanas foram muito trabalhosas para nós. Por isso, estamos atrasadas em relação aos últimos assuntos esportivos. Porém, certas coisas não podem passar em branco por aqui.)


Na última sexta-feira, 2 de outubro, o Rio de Janeiro foi escolhido como sede das Olimpíadas de 2016. A decisão foi anunciada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), em Copenhague, na Dinamarca. Após a eliminação de Chicago e Tóquio, a disputa ficou entre a cidade brasileira e Madri. A final deu a vitória, expressiva, ao Rio: 66 votos a seu favor, contra 32 da cidade espanhola. Agora, a “cidade maravilhosa” tem cerca de sete anos para se preparar para esse grande evento, histórico no país.

Antes da decisão, no momento da apresentação final das cidades, a candidatura do Rio emocionou os integrantes do COI. A paixão do povo pelo esporte, a vontade e o esforço, para fazer os jogos na cidade, foram essenciais para a decisão. Isso porque podemos considerar essa como a maior conquista do país em relação ao esporte. O Rio de Janeiro tem pontos a seu favor, mas tem aspectos em que precisa melhorar. O que nos interessa aqui é justamente a parte estrutural da cidade, em relação a complexos esportivos e estádios.

O legado que ficou dos jogos Pan-americanos 2007 será muito útil em 2016. Por exemplo, o Complexo Aquático Maria Lenk, que não precisará de grandes mudanças. Próximo a ele, tem o autódromo, que vai ser demolido para a construção de um centro olímpico de treinamento. O novo autódromo será transferido para o Deodoro, onde terá competições de ciclismo, canoagem, hipismo, hóquei, etc. Outro local que terá diversas mudanças é o Maracanã. O local de abertura e fechamento dos jogos olímpicos terá que ser modernizado, para receber, também, as partidas de futebol masculino e feminino. O outro estádio do Rio é o João Havelange, Engenhão, que não sofrerá modificações radicais. Lá irão ocorrer as competições de atletismo, assim como no Pan-americano 2007.

Além do Engenhão, outras estruturas irão permanecer praticamente inalteradas, tendo apenas pequenas obras de modernização. Exemplos são a Lagoa Rodrigo de Freitas, para receber remo e canoagem, e a Marina da Glória, onde serão as competições de vela. O Maracanãzinho terá o privilégio de receber o vôlei, e a praia de Copacabana, o vôlei de praia. A Passarela do Samba, palco do carnaval carioca, terá a criação de novas arquibancadas, devido à maratona, que terá início e fim no local. Já o Riocentro, receberá judô, badminton, ginástica, etc.

Além das questões esportivas, outros projetos serão colocados em prática. O píer e a Praça Mauá sofrerão melhorias, para receber os turistas de transatlântico. Além disso, é preciso que sejam criados mais 12000 quartos de hotel, por exigência do COI, para o grande número de turistas. Já a Vila Olímpica terá que ser novamente construída. A que foi utilizada no Pan-americano tornou-se um grande empreendimento imobiliário que está às moscas. Porém, não poderá ser reutilizada. Assim, a nova Vila será na atual Cidade do Rock.


Por: Carla Araújo